No silencio da noite, Ouve-se o cantar dos grilos apenas destoado pelo ruído dos carros que circulam pela noite dentro. Quando o cantar é tudo o que se ouve, Parece que são as estrelas quem falam entre elas, que há agitação na noite. Mas ninguém me toca, ninguém me chama. Assim instala-se o silêncio ao redor… Menos na mente. No seu seio não há silêncio ainda. Temos todo o tipo de pensamentos, uns constantes e outros que passam à velocidade da luz. Tenho em mim um universo. Cheio de fenómenos, de vida e de perda. Cheio de métodos sem sentido, de construção e destruição. Acontecimentos sem explicação. Nestes momentos de silêncio estudo um pouco mais deste universo peculiar e complexo que me habita. Aprendo sempre que nós humanos ansiamos por explicação e controlo, que ao tentar exercer sobre todo o meu universo seria uma tarefa inalcançável para mim. Ao cativar estes silêncios posso estudar-me e perceber que pensamentos o habitam, esmiuçá-los. Vou questionand...